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Imagem: iStock/ y-studio
O primeiro mês de 2025 caminha para encerrar em alta para as ações. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, sobe 2,7% no ano.
Temos um efeito técnico aqui. Parte importante da forte desvalorização vista em dezembro decorreu de dois grandes resgates, de um fundo de fundos (FoF) local e um fundo soberano.
As vendas para honrar com os resgates pressionaram ações de algumas empresas de alta qualidade. Com o evidente exagero, vimos uma recuperação importante neste ano.
Além disso, o tom mais moderado de Donald Trump em relação à imposição das tarifas de importação nos EUA também influenciou positivamente os mercados emergentes.
Agora, seguiremos essa toada nos próximos meses?
As expectativas negativas em torno da economia brasileira e a displicência do governo para colocá-la no caminho correto já estão amplamente incorporadas aos preços dos ativos.
Logo, partindo de um ponto extremamente depreciado, enxergamos uma assimetria positiva aqui. Claro, sempre pode piorar antes de melhorar, mas acreditamos estarmos mais próximos do fundo do que do topo.
Uma antecipação do rali eleitoral para 2025 pode ganhar força com a forte queda de popularidade do presidente Lula.
Importante lembrar que o desemprego segue nas mínimas, a inflação relativamente controlada e o PIB crescendo. No caminho que estamos seguindo, deveremos ver uma deterioração desse cenário e, consequentemente, o seu efeito nas pesquisas de satisfação da população.
Exploramos ocasionalmente aqui a respeito da dificuldade em acertar o timing e que, na verdade, não é esse o papel do analista. Grosso modo, procuramos comprar quando está barato e vender quando está caro, com a interpretação dos possíveis cenários e suas respectivas probabilidades no pano de fundo.
As observações feitas acima contribuem para um cenário de antecipação e temos um exemplo recente em nosso vizinho onde o rali começou há cerca de um ano e meio antes das eleições (o que, no nosso caso, seria no meio de 2025).
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Quando a bolsa começou a subir na Argentina, não era consensual (longe disso) que Milei seria o novo presidente do país. Mas a popularidade do governo vigente havia se deteriorado tanto, que os investidores apostavam simplesmente na sua descontinuidade.
Um ano e meio antes!
A bolsa brasileira está barata e o nosso pano de fundo está claro. Seguimos posicionados nas boas empresas.
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