Coronavírus: as 8 coisas que importam, por Felipe Miranda

Sim, o coronavírus vai afetar o Brasil no curto prazo. Mas, quer saber, isso não importa para o investidor. Com os preços caindo, na verdade eis agora uma ótima oportunidade de compra incremental de ações.

Sim, o coronavírus vai afetar o Brasil no curto prazo. Mas, quer saber, isso não importa para o investidor. Com os preços caindo, na verdade eis agora uma ótima oportunidade de compra incremental de ações.

Essa é a visão de Felipe Miranda, o estrategista-chefe da Empiricus por trás da carteira multimercado de melhor desempenho do país. 

Ele participou de uma interessantíssima conversa com assinantes da empresa sobre o assunto. Aqui estão oito tópicos listados por ele sobre o impacto da pandemia nos mercados que compilei para trazer aos leitores do Seu Dinheiro.

 

1) Sim, o Brasil vai ser afetado no curto-prazo...

Muitos gestores brasileiros passaram os últimos dias comprando Bolsa e dizendo que o vírus não vai prosperar no Brasil. Estamos no verão, o país é quente, até agora o governo parece estar fazendo tudo direito.

Não acho que esse seja um bom argumento. Não estou dizendo que não é para comprar Bolsa, e vamos falar disso logo adiante, mas esse argumento é ruim.

Não é necessário que o vírus tenha grande impacto no Brasil para que o país seja afetado. Trata-se de um mundo integrado, e o impacto lá fora chega em nós. A China é obviamente parte muito importante da cadeia global de suprimentos e é o nosso principal parceiro comercial. Isso sem falar de Europa, Estados Unidos.

 

2) … e os governos não vão ter muito o que fazer no curto prazo…

Nos últimos anos, qualquer situação de fraqueza ou potencial crise global tem sido combatida com mais flexibilidade monetária --juros baixos e, na prática, impressão de dinheiro-- e ultimamente com maior gasto fiscal. 

O problema é que essas são formas de o governo tentar impulsionar a demanda.

Neste caso, porém, não há um problema de demanda, mas de oferta. Não é que as lojas estejam às moscas porque ninguém quer ou tem dinheiro para comprar. As pessoas não estão indo trabalhar, fábricas estão fechando, matéria-prima corre o risco de não chegar às indústrias para que elas possam produzir. É oferta.

Acho que um dos motivos que estão fazendo as bolsas caírem tanto é que os investidores perceberam que, neste caso, a reação dos governos é mais difícil, já que a resposta clássica não vai funcionar.

 

3) … mas isso tudo não importa tanto.

O fato é que existe uma incerteza. Ninguém sabe o que vai ocorrer. Nem os melhores epidemiologistas. Fazer prognósticos para o curto prazo é impossível. Impossível saber se o pior já passou ou se as ações vão cair mais.

Mas quer saber? Não importa. Pelo menos não para quem tem uma visão de longo prazo, para quem é investidor e não especulador.

Não há uma deterioração no potencial de lucro das empresas no longo prazo. Daqui três anos, quanto o coronavírus vai ter machucado a Petrobras? Faz sentido que o seu valor em dólares tenha caído 30% nos últimos dias? Os lucros potenciais da empresa daqui até o infinito ficarão 30% menores?

O mercado confunde curto prazo e longo prazo. No curto, acham que o mundo vai acabar. No longo, ninguém mais lembra do coronavírus. Resultados em Bolsa devem ser medidos em anos, não em meses.

 

4) O consumo não morreu, apenas foi reprimido.

Se esta crise tiver como consequência tirar as pessoas da rua e fazer todo mundo ficar trancado em casa para não ser infectado, certamente teremos impacto na demanda e por consequência nos lucros e no PIB.

Mas o que acontece quando tudo passa? O consumo que ficou reprimido em boa medida se realiza. Ele volta rapidamente. Não é o tipo de situação em que a demanda desaparece para sempre, ela apenas é adiada. Ou seja, mesmo se houver uma porrada agora na economia, a retomada adiante será rápida.

 

5) Mais uma vez ficou provada a importância das proteções.

Quem tinha um portfólio diversificado com proteções como dólar e ouro (além de títulos pós-fixados e alguma liquidez) agora está em condições de atravessar com certa tranquilidade o período de dificuldades.

“Ah, mas não compensou totalmente a perda com as ações.” Tudo bem, mas quando acontece uma grande tempestade o nosso objetivo não é chegar impecável de smoking para o baile da Vogue. Você quer apenas sobreviver com decência suficiente para estar bem quando a chuva passar. 

Se você tinha proteções e outros ativos além de Bolsa, agora está capitalizado para aproveitar as oportunidades e comprar um pouquinho mais de ações, aos poucos, se tornando sócio de mais empresas boas ou aumentando suas participações. Pode até vender um pouco das suas proteções para fazer isso. O que nos leva ao próximo item.

 

6) O dólar ficou caro, a Bolsa ficou barata.

Você quer posições grandes na sua carteira de ativos que ofereçam maior potencial de retorno com risco pequeno. 

A esses preços, o retorno potencial do dólar ficou menor. Mas a Bolsa está barata, com potencial grande. A esses preços, acreditamos que vale ter um pouco mais de Bolsa e um pouco menos de dólar.

Pode ser que a Bolsa caia mais e o dólar suba? Claro. Ninguém sabe. Quem disser que sabe é charlatão. Pode ser que você compre Bolsa a 103 mil pontos e ela caia a 95 mil antes de subir novamente. Who knows. O ponto é este: tudo é uma questão de distribuição de possibilidades. Na Bolsa, o jogo de dois a três dias é um cassino. Tudo pode acontecer e a chance está contra você. Mas no longo prazo não é assim. Siga as probabilidades e tudo vai dar certo.

 

7) Não se meta a mexer com opções neste momento.

Não caia na tentação de ir brincar com opções. Aumente um pouco a sua exposição à Bolsa e sossegue. 

“Ah, mas tenho a convicção de que vai voltar a subir uma hora.” Tudo bem, mas quando é uma hora? É impossível saber o timing. E a opção tem uma data limite. Você pode dizer: tudo bem, vou comprar uma opção para daqui seis meses, que é bastante. Tá bom, você vai pagar uma fortuna por isso neste mercado de alta volatilidade, ainda mais no Brasil, onde as opções já são caras a qualquer momento.

Não tente fazer o golaço agora. O mercado está te dando uma chance rara de fazer o óbvio e ganhar dinheiro. Compre ações na margem e espere.

 

8) Não leia qualquer tranqueira que escrevem.

Por fim, selecione o que você lê. Muito cuidado com o Twitter. Tem todo tipo de opinião, muitas de qualidade muito ruim. Se você for ler todas, sua capacidade de entender o que está acontecendo vai ficar muito poluída por ruído --e você não vive, não dorme, porque gasta tempo com isso. 

Se você quiser orientação para proteger seu patrimônio em qualquer tipo de cenário e fazê-lo crescer com consistência, a melhor coisa que pode fazer é assinar a Carteira Empiricus, que é o melhor produto da empresa.

É a melhor coisa que a gente pode oferecer a você.

Mais do que isso: para ajudar quem percebeu nesta semana a importância de fazer uma gestão profissional do seu patrimônio, comprando ativos conforme a orientação de uma equipe de altíssimo nível, vamos manter uma promoção que havíamos aberto exclusivamente no Carnaval. 

É isto: a Carteira Empiricus, carro-chefe da empresa, está com o maior desconto já oferecido: 65%.

A MELHOR CARTEIRA, COM O MELHOR PREÇO DA HISTÓRIA 

A carteira comandada pelo Felipe traz uma estratégia completa de investimentos, com recomendações balanceadas de ativos, a partir das análise de 35 especialistas da Empiricus.

“Acreditamos que o país está em um ciclo de crescimento e que 2020 será um ano extraordinário, a despeito de qualquer percalço. Para a Carteira Empiricus, na verdade, já está sendo: em menos de dois meses, ela já rendeu 663,8% do CDI”, afirma Felipe.

“Estamos fazendo essa promoção porque queremos que a maior quantidade possível de pessoas tenha uma chance de ver seu patrimônio crescer ainda neste ano.”

A carteira existe desde 2014. Cada R$ 100 aplicados já teriam se transformado em R$ 320. Há quase seis anos, portanto, a estratégia se prova resiliente, batendo qualquer outro fundo multimercado de grandes gestoras.

O molho secreto da Carteira Empiricus consiste na diversificação de ativos. Ela tem um portfólio diversificado com renda fixa, ações, fundos imobiliários e proteção com ouro, dólar e opções. Não se trata apenas de colocar os ovos em diversas cestas, mas de escolher os ovos certos. 

Veja que quem acompanha a carteira desde o início teve rentabilidades extraordinárias com diversos ativos, de renda fixa (132%) até ações (525%).

O preço da assinatura anual da série é de R$ 2.916. Somente por aqui, você pode assinar a Carteira Empiricus por apenas R$ 83,25 por mês.

Mais do que isso: você pode acessar a série por 20 dias sem compromisso e ver todos os ativos indicados, a alocação completa de todos os books, os podcasts e publicações e só depois decidir se quer continuar assinando.

QUERO CONHECER A CARTEIRA EMPIRICUS

Inscreva-se em nossa newsletter