O que beber Heineken ensina sobre investimentos

A gente tem o viés de achar que quem é abastado vai ser abastado para sempre --e que quem é ferrado vai morrer ferrado.
A gente tem o viés de achar que quem é abastado vai ser abastado para sempre --e que quem é ferrado vai morrer ferrado.

O problema é que a vida é mais complexa do que isso. Especialmente quando estamos falando de empresas.

Pegue as companhias mais queridinhas da Bolsa até pouco tempo atrás.

A Ambev parecia ser imbatível. A empresa mais bem gerida do Brasil. Do mundo. Da Via Láctea. Um monopólio impossível de ser quebrado. A BRF dizia --nestas palavras-- querer ser “a Ambev dos alimentos”. A Avon, “a Ambev dos cosméticos”.

Eu lembro de um gestor do mercado financeiro que definiu a crise global de 2008 como sendo “a crise que nos deu oportunidade de comprar Ambev por preços razoáveis”. Era tudo que o cara queria: uma chance de entrar em Ambev. Daí pra frente, a vida estava ganha.

O que está acontecendo com a Ambev agora? Tem apanhado da Heineken feito uma condenada. Eita marca querida, a Heineken: cerveja boa, sem milho, com marketing muito bem feito que cria percepção de sofisticação acessível. Ninguém passa vergonha ao levar Heineken no churrasco. Para muita gente, Heineken virou a escolha padrão, “no piloto automático”, de cerveja --e isso aconteceu nos últimos anos.

De modo que, nos últimos cinco anos, enquanto o Ibovespa cresceu 140%, a Ambev andou só 31%.

(Piadinha que simboliza isso: três executivos que trabalham na Skol, na Brahma e na Heineken se encontram para almoçar. O primeiro pede ao garçom uma Skol. O segundo, obviamente, uma Brahma. O sujeito da Heineken pede um suco de laranja. Os dois outros reagem curiosos: “Você vai beber suco?!” Ele responde: “Se vocês não vão beber cerveja, eu também não vou.” A piadinha não é das melhores, certo, mas o fato de os tiozões do mundo estarem contando isso por aí mostra que alguma coisa está acontecendo no campo da percepção de marca.)

Claro que a Ambev está longe de acabar, claro que eles estão cientes do problema, claro que eles têm várias marcas premium à disposição para competir, como a Stella Artois. E claro que eles continuam competentes e capazes de reagir.

O pronto aqui é o seguinte: às vezes você acha que o futuro vai ser um passeio no parque, mas as coisas se complicam --e você, como investidor, perde dinheiro ou pelo menos deixa de ganhar.

Outro exemplo é o Itaú. Cinco anos atrás, quem tivesse Ambev e Itaú na carteira era um homem de sorte. Jesus amado, todo mundo queria ter Itaú.

O Luis Stuhlberger, que é talvez o maior gestor do Brasil, diz que poucas vezes fez tanto dinheiro quando apostando em Itaú em detrimento do Bradesco no começo deste século.

As margens eram maravilhosas. Em boa medida porque, nas últimas décadas, criou-se um oligopólio de bancos no Brasil. Nas palavras do Paulo Guedes, “somos 200 milhões de trouxas explorados por cinco bancos”.

E o banco que mais se beneficiou desse processo de concentração do setor foi o Itaú. O banco fez mais de uma dezena de aquisições --a mais famosa é a do Unibanco, em 2008, disfarçada de fusão, mas houve muitas outras, do Banerj ao BankBoston e o BBA.

Dos cinco bancões, dois são públicos: Banco do Brasil e Caixa, com todas as ineficiências que isso traz. O Santander sempre correu um pouco por fora e se concentrou em melhorar seu balanço, que até uns anos atrás era pior do que o dos seus concorrentes. Quanto ao Bradesco, as únicas vezes na vida em que senti vontade de ser de esquerda e enforcar banqueiro foi quando tive de ir a uma agência deles para resolver algum problema --nada é feito para funcionar. O Itaú era o melhor da classe.

E como está o Itaú agora?

Nos últimos 12 meses, enquanto a Bolsa cresceu 25%, o Itaú encolheu (encolheu!) 10%.

É o efeito Nubank e XP: fintechs estão potencialmente ameaçando o negócio do banco. O sujeito pode ter conta e cartão num banco digital cool roxinho sem taxas e nunca mais ir numa agência. Se tiver dinheiro para investir, pode fazer isso numa plataforma aberta com centenas de opções de produtos financeiros, em vez de confiar nas recomendações de um gerente do Itaú.

Agora está todo mundo preocupado que os bancões tradicionais não vão conseguir se adaptar. É difícil dar cavalo de pau em transatlântico. O legado maldito atrapalha --agências, centenas de milhares de funcionários, uma cultura estabelecida. Começar do zero por ser muito mais fácil.

O que se diz no mercado é que Deus só teria criado o mundo em sete dias porque ele começou do zero; se o trabalho fosse reformar um mundo anterior, estaria atolado até agora.

As dificuldades do Itaú e dos seus concorrentes estavam completamente fora do radar. Procurei várias entrevistas do Roberto Setubal, presidente do Itaú até 2016 e dono do negócio, ou de executivos do banco dadas até uns cinco anos atrás. Ninguém nem perguntava de disrupção dos bancos por fintechs. Não era um tema.

É verdade que Itaú e Ambev foram ações extraordinárias por muitos anos. Se você tivesse comprado as duas, digamos, em 1999, quando surgiu a Ambev, teria ganhado muito dinheiro.

O problema é que a glória passada não garante a vitória futura. Se, empolgado pelo retrospecto, você tivesse comprado essas ações há dois ou três anos, estaria perdendo feio do mercado.

Por outro lado, e é aqui que a coisa fica interessante, as coisas podem ocorrer no sentido contrário. Há empresas ruins que de repente ficam boas. Acontece bastante, na verdade. E é aqui que surgem as oportunidades de ganhar dinheiro para valer, se você conseguir comprar barato aquilo que em breve será caro.

O meu exemplo favorito (e muito recente) é de Via Varejo.

A Via Varejo era uma desgraceira até o meio do ano passado.

As lojas eram feias de doer, não reformadas há muito tempo. Não tinha nem cadeira para os clientes sentarem enquanto fechavam a compra. A reposição dos estoques demorava, e às vezes faltava produto. A empresa não fazia mais publicidade na TV, de modo que o consumidor não ficava sabendo das ofertas.

Essas coisas acontecem porque, apesar de faturar R$ 30 bilhões por ano, a empresa não tinha nem sequer um CEO próprio --era compartilhado com o Pão de Açúcar, que controlava a empresa.

Os incentivos para os vendedores eram uma zona. Por exemplo: toda loja tinha uma cota diária de descontos a serem concedidos. O time de vendas da manhã acabava com a cota, e o pessoal da tarde perdia todas as vendas porque não conseguia dar um real de abatimento em qualquer preço. Caos.

Resultado: Via Varejo valia R$ 5 bilhões na Bolsa, enquanto Magazine Luiza valia R$ 70 bilhões.

Em junho de 2019, porém, a empresa passou por uma troca de controle, com a volta da família Klein para o comando.

Foi quando o analista da Empiricus Henrique Florentino, autor da série Ações Exponenciais, viu antes de todo mundo que o negócio ia melhorar.

Ele recomendou a compra de Via Varejo a R$ 4,79 no dia 13 de junho do ano passado. Michel Klein é um cara que conhece do riscado, ele dizia. Mais do que isso, Klein apareceu com um plano que era exatamente o que empresa precisava: gestão de estoque de primeira, incentivos corretos para os vendedores usarem descontos para ganharem as vendas e marketing sólido voltado para a classe C. Dava para salvar a Via Varejo.

É o que está acontecendo. Resultado: a ação da empresa já está valendo R$ 15. Uma multiplicação de mais de três vezes em pouco mais de seis meses para quem seguiu a recomendação.

Henrique é o cara mais ágil para encontrar ações na Bolsa que vão melhorar muito em breve. Ele é especialista em empresas que estão passando por turnaroud na sua gestão. Isso envolve mudança de controlador, na estrutura da sua operação, renegociação da dívida ou captação de dinheiro para investir no negócio por meio do aumento de capital. Passa o dia inteiro procurando e analisando isso.

É importante que você entenda isso: não se trata de comprar empresas ruins. Trata-se de comprar empresas que estão prestes a melhorar muito, e com isso aumentar o seu valor.

Henrique tem uma série na Empiricus só com recomendações de ações de empresas assim, que se chama Ações Exponenciais. Os números falam a seu favor. Veja os resultados até dezembro:

A carteira de Ações Exponenciais, que busca empresas em vias de melhorar, teve um resultado equivalente a 3,7x a performance do Ibovespa desde que foi criada, em formato piloto e só para assinantes selecionados, em fevereiro do ano passado.

Quais outras empresas estão na carteira de Henrique? Quais serão as Via Varejo do próximo semestre?

Perguntei a Henrique como os leitores do Seu Dinheiro podem acessar o seu material.

“Eu não posso abrir essa carteira para muita gente, porque algumas ações não tem muita liquidez, ou seja, têm uma negociação diária relativamente baixa. Se todo mundo sair comprando, não vai ter oferta suficiente”, diz Henrique. “Esse é um produto para um número limitado de pessoas.”

Para que o acesso seja mais justo, a Empiricus trabalhará exclusivamente por ordem de chegada.

Os que conseguirem incluir seu nome na lista terão acesso a alertas que indicarão quais operações fazer e quando realizar os lucros. Os reports com atualizações e acompanhamento serão semanais. Também haverá um grupo de Telegram para quaisquer informações mais quentes e imediatas aos participantes do projeto.

O acesso à lista de Ações Exponenciais é imediato.

Mais do que isso: a Empiricus liberou para os leitores do Seu Dinheiro o conteúdo por 20 dias, por conta da empresa. Se você não gostar, não precisa pagar nem explicar o motivo.

O valor posterior, para manutenção da série por um ano, acesso aos alertas e atualizações e o acompanhamento quinzenal é de 12x de R$ 150, com 10% de desconto no pagamento à vista.

Esse é um valor promocional e temporário. O acesso normal à série custará R$ 3.540, ou 12x de R$ 330.

Mas você pode solicitar a interrupção da sua assinatura em até 20 dias, como eu disse, e terá 100% do valor pago reembolsado para você imediatamente.

VEJA AQUI A CARTEIRA DE AÇÕES EXPONENCIAIS [20 DIAS SEM COMPROMISSO]

Para tanto, basta solicitar o seu descadastramento dentro dos próximos 20 dias.

Ou seja, você destrava o seu link de acesso, tem tempo suficiente para acessar a primeira lista de Ações Exponenciais sem qualquer compromisso e, caso entenda que a série não é para você, solicita a interrupção do acesso em até 20 dias e terá todo o seu dinheiro gasto com a Empiricus reembolsado. 

A partir de agora, você já pode liberar seu acesso clicando neste link ou no botão abaixo:

CARTEIRA RESTRITA: AÇÕES EXPONENCIAIS [CHECAR DISPONIBILIDADE]

Caso o link não apresente mais disponibilidade de vaga, você será cadastrado em uma lista de espera para a próxima abertura da carteira restrita.

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