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Nos EUA, o Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC) decidiu, por unanimidade, manter a taxa de juros no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. No comunicado oficial, o Fed fez mudanças que denotaram um tom mais brando (dovish) à decisão ao enfatizar retirar a avaliação de que o balanço entre inflação e crescimento estão relativamente equilibrados.
Como havíamos antecipado na nossa comunidade do Telegram, houve revisões relevantes no sumário de projeções do núcleo da inflação (PCE) de 2025 para cima, de 2,5% para 2,8% e de PIB para baixo, de 2,1% para 1,7%. Em relação às expectativas de juros, embora o cenário inflacionário tenha se deteriorado, o comitê optou por manter as estimativas de dois cortes de juros neste ano, conferindo mais uma sinalização branda ao documento.
Após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que os impactos das tarifas tendem, num primeiro momento, a desacelerar o crescimento e pressionar a inflação, contudo, ressaltou que, assim como no primeiro governo do Presidente Trump, os efeitos inflacionários tendem a ser transitórios.
A nossa leitura é de que o banco central americano expressou sua preferência por defender o crescimento econômico em detrimento de um período de inflação mais alta. Não por coincidência, as taxas de inflação implícita subiram de maneira generalizada após a decisão, enquanto a expectativa de corte de juros tem sido gradativamente trazida para um futuro mais próximo. O mercado já precifica uma probabilidade não desprezível do primeiro corte ainda no primeiro semestre deste ano.
Renda fixa: Copom renova alta da Selic dentro do previsto
Passando para o Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) elevou a taxa Selic para 14,25%, entregando o terceiro (e último) aumento de 100 pontos-base nas taxas, conforme antecipado desde a reunião de dezembro. O ponto mais relevante do comunicado foi a sinalização de mais uma alta de menor magnitude na próxima reunião.
O conjunto das alterações do comunicado trouxe um tom mais duro (hawkish), com pouca referência aos dados recentes que sugerem desaceleração da atividade e a manutenção do balanço de riscos assimétrico.
A ata divulgada nesta manhã confirmou uma leitura mais dura (hawkish) da decisão da semana passada. O comitê reforçou uma postura cautelosa em relação à inflação e reforçou que a desancoragem das expectativas de inflação “exige uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.
Sobre os próximos passos, o documento deixou bastante claro que a decisão por reduzir o ritmo de alta a partir de maio não significa que a autoridade monetária prevê o fim do ciclo de alta na próxima reunião.
Dado o patamar de inflação, a composição do índice de preços domésticos, o mercado de trabalho pressionado, o grau de incerteza em relação à atividade e a postura mais conservadora da autarquia é bastante necessária e apropriada.
Após a divulgação da ata, o mercado aumentou a probabilidade de uma alta de 75 pontos-base em maio, caminhando para uma Selic terminal de 15,25%.
Por isso, mantemos a nossa preferência por títulos pós-fixados de curto prazo no momento.
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Cardápio da semana
Características do CDB pós-fixado de liquidez diária do BTG Pactual | |
Classificação de risco da instituição | Fitch: AAA (bra) |
Público-alvo | Investidores em geral |
Onde encontrar | BTG Pactual |
Aplicação mínima | R$ 50 mil |
Aplicação máxima | R$ 3 milhões |
Liquidação | D+1 |
Vencimento (prazo) | 24/06/2025 (90 dias corridos) |
Rentabilidade anual | 105,00% do CDI |
Tributação | 22,5% |
Pagamento de juros | No vencimento |
Resgate | Liquidez diária |
Garantias | Fundo Garantidor de Créditos (FGC) |
Horário limite de aplicação | 17h45 |
Características da LCA pós-fixada do Banco ABC do Brasil | |
Classificação de risco da instituição | Fitch: AAA (bra) |
Público-alvo | Investidores em geral |
Onde encontrar | Banco ABC Brasil |
Aplicação mínima | R$ 1 mil |
Aplicação máxima | – |
Liquidação | D+0 |
Vencimento (prazo) | 16/03/2027 (721 dias corridos) |
Rentabilidade líquida anual | 96,00% do CDI |
Tributação | Isento de IR |
Pagamento de juros | Não |
Resgate | No vencimento |
Garantias | Fundo Garantidor de Créditos (FGC) |
Horário limite de aplicação | 17h |
Características do CDB pós-fixado do Banco Daycoval com liquidez diária | |
Classificação de risco da instituição | Fitch: AAA (bra) |
Público-alvo | Investidores em geral |
Onde encontrar | Banco Daycoval |
Aplicação mínima | R$ 1 mil |
Aplicação máxima | R$ 1 milhão |
Liquidação | D+0 |
Vencimento (prazo) | 27/03/2028 (1098 dias corridos) |
Rentabilidade anual | 107,00% do CDI |
Tributação | 15% |
Pagamento de juros | No vencimento |
Resgate | Liquidez diária |
Garantias | Fundo Garantidor de Créditos (FGC) |
Horário limite de aplicação | 18h |
As taxas e vencimentos do títulos indicados nas tabelas acima são referentes ao dia 25 de março de 2025 e, portanto, são válidos apenas para o dia de hoje (25).
Vale destacar que a série Super Renda Fixa tem como foco principal recomendar títulos de crédito privado com uma relação de risco e retorno atrativa, atendendo à demanda de assinantes que buscam retornos acima dos títulos públicos.
Para a sua reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar no curtíssimo prazo, recomendamos apenas o Tesouro Selic, disponível na plataforma do Tesouro Direto, ou fundos DI taxa zero.