Economia

Deflação: etenda o que é e como ela impacta a economia e o seu dinheiro

Deflação é a diminuição generalizada dos preços de bens e serviços em uma economia ao longo de um determinado período. Entenda como a deflação pode afetar seu dinheiro.

Por Equipe Empiricus

28 mar 2025, 14:30 - atualizado em 31 mar 2025, 03:24

Imagem representando a Deflação

Quando se fala em economia, muitos imediatamente pensam em inflação e aumento de preços, temas bastante discutidos no Brasil. Por outro lado, a deflação, que é a diminuição dos preços, também merece atenção, pois pode trazer riscos significativos à economia.

O que é a Deflação?  

Deflação refere-se à queda nos preços de bens e serviços ao longo de um determinado período. É, essencialmente, o oposto da inflação, que é o aumento desses preços. Embora a deflação possa parecer benéfica, essa redução generalizada pode acarretar riscos para a economia.

Geralmente, a deflação surge em contextos de recessão econômica ou desaceleração. Se persistir por um longo período, pode desencadear um ciclo vicioso de diminuição da renda e aumento do desemprego.

É importante destacar que deflação e desinflação não são a mesma coisa. A desinflação refere-se a um aumento de preços, mas em um ritmo mais lento do que o esperado, ou seja, uma desaceleração da inflação.

Exemplo histórico: queda da Bolsa de Valores de Nova York 

Um exemplo clássico de deflação foi a queda da bolsa de valores de Nova York em 1929, conhecida como a crise de 29. Em situações de deflação severa, os governos muitas vezes precisam intervir para evitar danos maiores. 

Vale ressaltar que a crise de 1929 resultou em uma depressão econômica, onde a deflação se tornou um dos problemas subsequentes.

O que causa a Deflação?

A deflação pode ser provocada por diversos fatores, sendo o principal deles uma oferta de produtos que supera a demanda. No Brasil, em 1930, após a crise americana, o governo comprou cerca de 70 milhões de sacas de café e as queimou para manter os preços altos no mercado internacional.

Outro fator que contribui para a deflação é a escassez de dinheiro em circulação, o que significa que as pessoas estão consumindo menos. Essa diminuição nas compras leva à queda dos preços e, consequentemente, a prejuízos para a economia. A deflação também é comum em períodos de recessão econômica.

Outros fatores, como a diminuição da confiança do consumidor e políticas monetárias restritivas, também podem contribuir para a deflação.

Quais são os efeitos da Deflação?  

Embora a queda nos preços possa parecer vantajosa, a deflação pode ser prejudicial para a economia. Longos períodos de deflação podem levar um país à recessão.

A deflação pode gerar um ciclo vicioso de prejuízos conhecido como cadeia deflacionária. Quando a oferta supera a demanda, os empresários tendem a cortar custos, o que pode incluir demissões. Esses ex-funcionários, por sua vez, diminuem seu consumo, afetando outras indústrias, que também precisarão reduzir seus gastos, perpetuando o ciclo.

Assim, a deflação pode resultar em desemprego, falências e aumento do trabalho informal. Além disso, ela eleva o juro real, que é a diferença entre as taxas de juros e a inflação.

Qual a diferença entre deflação, inflação e desinflação? 

Embora os termos possam parecer semelhantes, deflação, inflação e desinflação são distintos e têm efeitos diferentes na economia.  

  • Deflação: Queda generalizada nos preços devido a uma oferta maior que a demanda;  
  • Desinflação: Desaceleração da inflação, onde os preços ainda aumentam, mas a um ritmo mais lento do que o esperado;  
  • Inflação: Aumento generalizado dos preços, resultando na diminuição do poder de compra. Quando controlada, a inflação pode ser um sinal de progresso econômico.

Qual a relação entre Deflação e IPCA?

O Índice  de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo do IPCA é importante para que se possa entender em qual processo econômico o país está inserido – inflação, desinflação ou deflação.  

Essa métrica considera a variação dos preços de itens básicos consumidos pela população brasileira, com base em diferentes faixas de renda. Analisando o IPCA, especialistas conseguem identificar melhor o processo de deflação em andamento.

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