A maior campanha publicitária acabou, e agora?

Gosto de ver o halving do bitcoin por uma ótica que o Alexandre Vasarhelyi me apresentou um dia, como uma campanha de marketing gratuita para o mercado cripto.

O HALVING TROUXE NOVOS ADEPTOS, MAS SERÁ QUE ELES FICAM?

Gosto de ver o halving do bitcoin por uma ótica que o Alexandre Vasarhelyi me apresentou um dia, como uma campanha de marketing gratuita para o mercado cripto.

Esse evento quadrienal traz bastante atenção do mercado tradicional para algo que sempre fica fora dos holofotes.

E veja você mesmo como estavam as pesquisas pelo termo “bitcoin halving” no dia que aconteceu o evento.

Buscas pelo termo “bitcoin halving” nos últimos cinco anos
Fonte: Google Trends

O gráfico do Google Trends mostra um pico mais recente, que está circulado na imagem acima, e a seta anterior indica o último pico em 2016, no período do último halving.

As buscas mais recentes foram pelo menos 8 vezes maiores que o pico anterior.

Essa busca pelo termo faz com que se dedique mais espaço em mídia para falar do assunto, o que atrai mais gente, e assim um círculo virtuoso momentâneo é criado.

Isso se traduz em mais pessoas negociando dentro das corretoras de cripto e também em novos cadastros.

O resultado desse processo é uma maior quantidade de investidores no mercado, e nesse último evento tivemos um novo investidor muito ilustre, Paul Tudor Jones, que alocou 2% do seu fundo bilionário em bitcoin.

Mas colocando Jones de lado e pensando na grande massa que passou a conhecer as criptomoedas, a pergunta que fica é se esse público todo que entrou vai ficar ou se assim que passar o burburinho eles deixam o mercado?

A resposta mais correta é que uma parte acaba saindo do mercado decepcionada por não ter feito dinheiro rápido ou até por ter perdido, mas uma parcela desses que vieram acabam ficando.

Isso porque é nesses momentos de grande procura por criptomoedas que se consegue atrair os investidores mais conscientes também.

São esses que entendem como o jogo nesse mercado funciona e acabam sendo os holders de longo prazo que acumulam bitcoins em momentos de quedas, como você pode ver na imagem abaixo

HODL Waves mostrando que os holders com mais de um ano acumulam saldo em momento de queda e vendem em momentos de alta.
Fonte: Glassnode

As cores acima representam endereços que não movimentaram valores há mais de um ano.

Perceba que, como em onda, eles diminuem em momentos de alta e assim que os preços começam a cair eles começam a aumentar.

Esse movimento é bem comum nesse mercado e, quanto mais tempo sem movimentar valores em bitcoin, mais suave se tornam as ondulações.

Isso me diz que os endereços mais antigos estão bem menos atentos aos preços de curto prazo e mais focados na tese de longo prazo do protocolo.

E, cá entre nós, essa estratégia tem gerado bons frutos. Em janelas de três, cinco e dez anos, investir em bitcoin é extremamente lucrativo.

E você, daqui a cinco anos vai querer ser aquele que abandonou o barco ou o que seguiu nele?

Forte abraço,
André Franco

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