Não é tão óbvio

A utopia digital já é realidade para a maioria do planeta. Talvez não para todos ao mesmo tempo, mas, para boa parte do dinheiro que possuímos e dos serviços que consumimos, o mundo já é digital.

US$ 68 trilhões que trocarão de mãos

… 92% ou mais de toda a moeda em circulação na maioria dos países é completamente intangível, está em planilhas, bases de dados e bancos. Apenas 8% é dinheiro em espécie, e esse dinheiro em espécie está diminuindo, sendo deliberadamente erradicado da economia...

Andreas Antonopoulos, especialista em cripto

A utopia digital já é realidade para a maioria do planeta. Talvez não para todos ao mesmo tempo, mas, para boa parte do dinheiro que possuímos e dos serviços que consumimos, o mundo já é digital.

Como consta no slogan do fundo de risco Andreessen Horowitz, investidor antigo do Airbnb e Lyft, os softwares estão engolindo o mundo.

Conectar compradores e vendedores, criar plataformas de encontro ou de mensagens instantâneas e entregar valor por meio de uma tela de celular é um negócio lucrativo e indiscutível.

Indústrias dos ramos financeiro, imobiliário, de commodities e do comércio com modelos de negócio tradicionais já não são tão sexys.

A nova geração está mais focada em virar youtuber, influencer ou qualquer derivação dessas atividades.

Empresas de games mundo afora faturam bilhões de dólares e pagam milhões em premiações de campeonatos que existem apenas em bits e bytes.

O preço da roupa de um personagem digital pode chegar a milhares de dólares e só quem consegue compreender esse valor é quem nasceu depois de 1990.

Até por esse motivo quase 50% dos millennials têm como setor preferido o de tecnologia.

Fonte: Coinshares

Além disso, mais de 20% dessa mesma geração prefere investir em bitcoin a colocar algum dinheiro em títulos públicos, em ações e no setor imobiliário.

Mas o que para a maioria pode ser apenas o passatempo de um monte de crianças mimadas, que querem ter o brinquedo mais legal, pode ficar sério nas próximas décadas.

Algo em torno de US$ 68 trilhões vai ser herdado pela próxima geração. Essa mesma geração que nasceu num mundo digital e o tem ajudado a caminhar cada vez mais rumo à digitalização.

Junte isso ao fato de que 10 mil baby boomers, pessoas que nasceram entre 1946 e 1964, vão se aposentar por dia daqui em diante.

Acrescente também o fato de os fundos de pensão, que deveriam garantir uma marguerita ao sol para aqueles que contribuíram com o sistema, estarem com menos dinheiro do que deveriam para oferecer uma aposentaria confortável aos seus contribuintes.

Parece uma receita para um choque geracional em algum momento nas próximas décadas.

Saindo da visão macro para uma mais local, vejo “family offices” deixando os futuros herdeiros fora de reuniões com fundos de cripto porque não querem se sentir pressionados a investir em uma classe de ativos tão nova.

Vejo também essas mesmas consultorias, que não incentivam a compra desses produtos pelos seus clientes, abrindo as suas próprias carteiras para fazer aquela aposta assimétrica no novo fundo de cripto.

Também temos figurões do mercado financeiro tradicional pagando para ver o que vai dar nesse mercado disruptivo, mas com o compromisso de não terem seus nomes vinculados a algo tão incipiente.

Pouco a pouco, o arcabouço da revolução está sendo montado. Em retrospectiva, no futuro ela vai parecer óbvia, mas pode ter certeza que não é óbvia agora para todos.

Se não quiser perder esse bonde, o Empiricus Crypto Alert é a opção com o melhor custo benefício para você acompanhar esse mercado sem conflito de interesses.

Lembre-se, você não é obrigado a me acompanhar agora nesta série, mas, em retrospectiva, uma dia vai parecer óbvio que deveria.

Forte abraço,

André Franco

Inscreva-se em nossa newsletter