O verdadeiro “distanciamento social”

Como você já deve saber, além de mim, a equipe de cripto da Empiricus conta também com o Nicholas Sacchi, que me acompanha na jornada de entender e traduzir esse universo para os nossos assinantes. Diariamente nos falamos e, depois de todo esse furacão no mercado tradicional, a frase que mais dizemos é “esse mercado tá insano”.

VERIS IN NUMERIS


“Portanto, essa foi a essência por trás de algumas das discussões que tivemos ao ranquear a adequação de cada ativo enquanto reserva de valor. O que me surpreendeu não foi o bitcoin ter ficado em último, mas que teve uma pontuação tão alta. O bitcoin teve uma pontuação geral de quase 60% da dos ativos financeiros, mas tem um valor de mercado que é 1/1.000 dos mesmos. Ele tem uma pontuação de 66% relativa ao ouro como reserva de valor, mas possui um valor de mercado que é 1/60 do valor impressionante do ouro. Algo parece errado aqui e meu palpite é que é o preço do bitcoin.”

Paul Tudor Jones, gestor do fundo de hedge multibilionário Tudor BVI Global

Como você já deve saber, além de mim, a equipe de cripto da Empiricus conta também com o Nicholas Sacchi, que me acompanha na jornada de entender e traduzir esse universo para os nossos assinantes.

Diariamente nos falamos e, depois de todo esse furacão no mercado tradicional, a frase que mais dizemos é “esse mercado tá insano”.

Por conta da atual pandemia, existe distanciamento social no mundo todo entre as pessoas, e o mercado parece que também resolveu aderir a essa medida, só que em relação à realidade.

Em uma espécie de negação coletiva, os mercados do mundo todo estão em alta desde o último fundo, muito por causa da declaração do Fed de que não iria faltar dinheiro.

A impressão de moeda sem limites tem como resultado essas distorções nos preços que só ficam claras a posteriori, nos livros de História ou de Economia.

E, na contramão da impressão de trilhões de dólares no mundo todo, temos o bitcoin, que em 11 de maio (dois dias atrás) deu mais um passo importante na sua consolidação como ouro digital.

A partir de agora a emissão do bitcoin passa a ser de apenas 1,78% ao ano, o que o coloca em uma inflação menor que a meta inflacionária do mercado americano.

E o mais interessante disso tudo é que a cada quatro anos esse evento acontece sem nem ao menos ser questionado se o cenário macroeconômico o permite.

O fato de existir um sistema monetário que não sofre interferência humana direta nas suas políticas de emissão é uma inovação sem precedentes.

O que está no código acontece e não pede permissão a um banco central.

Além disso, nesse mundo cripto o jogo é pra valer, sem circuit breaker, sem banco central pra salvar, sem impressão não programada.

Uma descoberta de preços autêntica e genuína, sem a intervenção de bazucas de dinheiro.

Veris in numeris (força nos números).

Por isso gosto de ver um halving como algo de extremo valor para o bitcoin por estar programado e não ser adiável, o que vai muito além do choque de oferta.

O fato de termos um ativo com política de emissão pré-definida e que não se altera é essencial no embate entre moeda pública e privada.

Alguns fundos de hedge já perceberam essa beleza. Paul Tudor Jones II já apontou quais são os benefícios de ter bitcoin em uma carteira e a alocação sugerida de 2% parece ser algo que pode pegar no mercado. Veremos.

A ideia de que o BTC pode ser um reserva de valor existe pelo menos desde 2012, mas no atual caso o mensageiro tem mais valor que a mensagem.

Para o mercado financeiro, ouvir isso de um gestor lendário tem outro impacto se comparado a um cripto-louco esbravejando a mesma coisa há oito anos sem parar.

Mas só tenha em mente quem está convergindo para quem.

Quanto tempo mais você vai ficar esperando o momento certo de investir?

Ainda não é tarde para chegar cedo.

Forte abraço,
André Franco

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