Procrastinação às vezes ajuda, mas não neste caso

Certa vez ouvi de um empreendedor que existe um negócio chamado procrastinação produtiva. Pode parecer contraintuitivo, assim como me pareceu em um primeiro momento, mas tem sentido. Imagine que você é dono de um negócio com uns 20 funcionários e, por isso, muito provavelmente vários deles se sentem à vontade em falar com você sobre os problemas da empresa.

A TEMPESTADE PERFEITA PARA O BITCOIN

Certa vez ouvi de um empreendedor que existe um negócio chamado procrastinação produtiva.

Pode parecer contraintuitivo, assim como me pareceu em um primeiro momento, mas tem sentido.

Imagine que você é dono de um negócio com uns 20 funcionários e, por isso, muito provavelmente vários deles se sentem à vontade em falar com você sobre os problemas da empresa.

Consequentemente, o seu dia deve ser repleto de problemas que esses funcionários relatam para você.

Como o seu tempo é finito, diariamente você deve escolher quais problemas vai tentar resolver e quais vai deixar de lado, a tal da procrastinação produtiva.

Então, após resolver os três principais problemas do dia, você busca na lista o quarto problema e ele não existe mais.

Pode ser desde um cliente que ia cancelar um pedido grande e decidiu voltar atrás até o suposto roubo de um computador que foi encontrado quatro horas depois na dispensa.

A procrastinação ganha o seu ar de produtiva por você ter deixado de lado aquilo menos importante e focado no mais importante.

“Tem vezes que os problemas se resolvem por conta”, foi o que esse empreendedor me falou.

Neste momento de caos, temos que tomar uma decisão sobre o que vamos procrastinar e o que vamos priorizar.

Com a recessão que vamos viver — já está dado —, e não sabendo o quão profunda ela pode ser, qual deve ser a sua prioridade?

SOBREVIVER.

Não esqueça que, para jogar a próxima rodada, devem lhe restar fichas na mão. O foco nos ganhos deve ser deixado para depois, não resta dúvida.

Isso eu digo para o seu portfólio completo, não apenas de criptomoedas, até porque reconheço minha insignificância e sei que esses ativos devem compor no máximo 5% dos seus investimentos.

Por isso foque em jogar a próxima rodada conservando os seus outros 95% de patrimônio.

Já no quesito criptomoedas o melhor para sobreviver no mercado é concentrar todo o seu dinheiro em bitcoin e em uma stablecoin pareada com o dólar, como o TrueUSD (TUSD), 50%/50%.

Estamos vivendo momentos únicos, que são retratados pelo pico momentâneo de correlação entre as variações de bitcoin e do S&P 500.

Por outro lado, sabemos também que em 11 anos de história, a principal cripto do mercado é um ativo descorrelacionado; uma hora isso vai reverter à média de descorrelação.

Do ponto de vista estratégico e filosófico de por que tenho esse ativo em minha carteira, não existe melhor momento para se estar posicionado nele.

Lembre-se que só vão existir 21 milhões de bitcoins no mundo, que toda a política de emissão de novas moedas está dada.

Também não esqueça que no protocolo criado por Satoshi Nakamoto não se pode fazer as seguintes coisas:

- Criação não programada de mais dinheiro;

- Salvar grandes empresas com o dinheiro do contribuinte para favorecer alguns poucos empresários;

- Mudar as regras do jogo de negociação para evitar que os pessimistas empurrem os preços mais para baixo;

- Desligar as negociações por períodos de 30 minutos, 1 hora ou o dia inteiro para “acalmar” o mercado;

- Criar demanda artificial com a distribuição de dinheiro para girar a economia etc.

Tudo isso que o protocolo do Bitcoin não permite está sendo feito atualmente na maior economia do planeta e com o dinheiro que rege o mundo, o dólar.

Estamos vivendo a tempestade perfeita para o bitcoin se firmar como um ativo do mercado global e a resposta positiva no quesito preço pode se concretizar só depois que a tormenta passar, por isso não vale a pena desistir dele agora.

O bitcoin foi criado no pós-crise de 2008 e é o único ativo hoje negociado mundialmente que possui características antagônicas ao que o nosso sistema considera normal e, mais uma vez, se provou falho.

O momento turbulento que estamos atravessando vai deixar sequelas na economia mundial e, depois que tudo passar, a mesma geração que viveu 2008 vai ter passado por mais uma crise em que o Estado preferiu salvar os bancos.

Vejo os riscos de essa visão se provar totalmente errada para o bitcoin e o preço derreter, mas, por outro lado, não consigo imaginar um cenário mais favorável para provarmos a que veio essa classe de ativos.

Forte abraço,

André Franco

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