A pior decisão de investimento que você pode tomar

A pior decisão de investimento de que tenho notícia foi tomada por uma conhecida minha. E olha que tudo começou com uma boa intenção. Um pai querendo mostrar a seus filhos a emoção de participar de um verdadeiro show de rock. Pessoalmente, sempre acreditei que música de qualidade e o ensino da ortografia são a base para a criação de um ser humano bem-sucedido. 

A pior decisão de investimento de que tenho notícia foi tomada por uma conhecida minha. E olha que tudo começou com uma boa intenção. Um pai querendo mostrar a seus filhos a emoção de participar de um verdadeiro show de rock. Pessoalmente, sempre acreditei que música de qualidade e o ensino da ortografia são a base para a criação de um ser humano bem-sucedido. 

E lá foi Seu Rubem. Pé na estrada, de Campinas para o Rio de Janeiro, sem escala, rumo ao Rock in Rio. Chegou de manhã cedinho à Cidade do Rock, com a filha e o caçula. Talvez cedo demais. Quem abriu os shows programados para o dia foi um temporal. 

Apesar de intensa, a chuva não dava conta de amenizar o clima abafado da capital fluminense. E pior, impedia uma fumaça suspeita de se dissipar, formando uma espécie de estufa sobre a multidão. O chão era pura lama e a essa altura era inviável sentar para descansar as pernas. 

Enquanto o rock não começava, minha amiga, uma adolescente vinda do interior paulista, só pensava em como gostaria de estar (limpa e seca) desbravando a Cidade Maravilhosa e suas praias. Em vez disso, revezava com o pai a missão de carregar o irmão pequeno, que mal conseguia enxergar o palco.

Entardecia e sobrava cansaço, chuva, lama e fome. “Meninos, vamos ficar ou vocês preferem ir embora?”, rendeu-se Seu Rubem. A resposta foi instantânea: “Chaika!”­. É o nome de uma lanchonete em Ipanema famosa pelos sorvetes bem servidos e cheios de cobertura e adereços. O trio seguiu então em direção à saída, na contramão da massa, parando a cada três passos para resgatar as sandálias que colavam no chão. 

Sem saber que havia tomado a pior decisão de sua vida, minha amiga se afogava numa taça de sorvete tamanho família. Anoitecia na Cidade do Rock e, a essa altura, o público somava uns 250 mil. Eram pessoas que não ligavam para os contratempos. Estavam ocupadas, alternando os vocais de “Love of My Live” com Freddie Mercury, naquele janeiro de 1985. Não faz muito tempo tinha até gente vendendo a tal lama lendária no site oficial do RiR. 

“Mas o sorvete pelo menos era bom?”, pergunto sempre, antes de ouvir palavrões impublicáveis neste nobre espaço. Ela me contou que assistiu ao filme “Bohemian Rhapsody” e finalmente pode ver a cena que desperdiçou quando jovem. Chorava de emoção com a cantoria do público, e também de raiva por sua decisão errada. 

Apesar de morrer de rir com essa história, divulgada aqui com a devida permissão (e sob condição de anonimato, claro), a verdade é que não julgo minha amiga por ter perdido uma das maiores performances ao vivo da história do rock. Sabe-se lá o que eu teria feito em seu lugar. Confesso que compartilho desse viés pela comida; a fome afeta diretamente o meu humor e o meu poder de discernir. 

No fim, é tudo uma questão de investimento. De investir sua energia, seu tempo, seu esforço, seu dinheiro no que vale mesmo a pena. A simples e pura arte de administrar recursos escassos. 

E, no mundo dos investimentos stricto sensu, a pior decisão que você pode tomar hoje é deixar de colocar o pé na água. Procure quem ganha dinheiro de verdade. Pode investir por contra própria ou contar com grandes especialistas. A lista com o nome dos melhores gestores do mercado está aqui. Conheça também seus limites e respeite o seu estômago. Só não deixe passar as grandes oportunidades.

Um abraço, 

Ana Luísa Westphalen

P.S.: Falando em show de rock, está aí uma boa pedida para comemorar o Dia das Crianças. Pensando também no futuro dos moleques, dê uma olhada no novo FoF SuperPrevidência Arrojado, uma carteira ideal para eles, com um horizonte de investimento mais longo. Neste mês, os planos para menores de idade estão mais acessíveis, a partir de aportes mensais de R$ 100.

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