Vidas que transformam investimentos

Ouço de fontes confiáveis que atingimos (ou estamos próximos de atingir) 1,5 milhão de CPFs cadastrados na Bolsa brasileira.

Ouço de fontes confiáveis que atingimos (ou estamos próximos de atingir) 1,5 milhão de CPFs cadastrados na Bolsa brasileira.

Como o processo de adição de investidores é exponencial e retroalimentado, estamos curiosamente próximos aos 5 milhões projetados pelo Edemir.

Quem sabe veremos faixas no Maracanã com a frase: "Edemir, um homem à frente do seu tempo!".

O antigo presidente da Bolsa foi duramente criticado por furar a meta estapafúrdia (?) de 5 milhões de CPFs em cinco anos.

Mas a sua grande falta limitou-se a especificar os cinco anos de acordo com o intervalo de 2010 a 2015. No mais, não há dificuldade alguma em alcançar 5 milhões em meia década. Talvez seja até tempo de sobra.

Outra falta consistiu em planejar sistematicamente a tal da "popularização da Bolsa". Investiram milhões de reais para melhorar a tecnologia e lançar novos produtos para o varejo.

Tudo isso é muito nobre e bem-vindo, claro, mas tão capaz de causar a atração de investidores quanto o oxigênio é capaz de causar vida.

No fim das contas, "nothing is stronger than an idea whose time has come". Felizmente, chegou o tempo dessa bela ideia.

Estamos ansiosos para contribuir ainda mais com a enorme democratização da renda variável, sobretudo na Fase 2 da Empiricus.

O poder de nossas ideias de investimento — as ideias que transformam vidas — deriva sobretudo do alcance. Pregada ao deserto, a ideia milionária vale "rosca".

Sim, o alcance tem a ver com marketing digital, com ser já capaz de conversar com 5 milhões de investidores no YouTube ou no Instagram.

Mas falo também de outro tipo de alcance.

Como os EUA alcançaram 100 milhões de pessoas físicas em Bolsa? Como o Japão alcançou 30 milhões?

Se você chutou "sweet talk", acertou. Nada funciona melhor do que o boca a boca entre presentes e futuros investidores. 

Para que essa conversa aconteça, dependemos de uma boa narrativa, e nenhuma é melhor do que a história coletiva de que pessoas leigas em finanças são perfeitas candidatas a enriquecer comprando ações de maneira responsável.

Ser leigo não significa ser burro. E x é diferente de f(x). O domínio intelectual de um campo do conhecimento não é requisito para entrar em jogo e frequentemente atrapalha. O zagueiro chega e rouba a bola daquele meia que está sempre em busca do lançamento perfeito.

No início do século 20, milhares de americanos ficaram ricos comprando ações da Seabord Air Line, convictos de que estavam apostando no futuro brilhante da indústria de aviação.

Tratava-se, na verdade, de uma ferrovia constituída na época em que a expressão "air line" remetia à menor distância entre dois pontos.

Não sei se esses acionistas da Seabord foram diligentes, pois certamente não sabiam com exatidão no que estavam investindo, mas acertaram na ideia de que é possível ganhar dinheiro encurtando distâncias (uma máxima universal).

Bolsa não é só para entendido em Bolsa. Qualquer pessoa pode entender o que acontece por aqui. Se você não entendeu ainda, a culpa é nossa, e por isso pedimos desculpas.

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