Ásia, Europa e mais 24 territórios

Semana terrível para os mercados e para nós, investidores.

Semana terrível para os mercados e para nós, investidores.

Nada menos do que US$ 9 trilhões evaporaram dos mercados de ações desde a segunda-feira de Carnaval. Ou seja, o equivalente a 6 vezes o PIB brasileiro, ou metade do PIB norte-americano, virou pó nas mãos dos investidores mundiais.

Por outro lado, ativos de proteção, aqueles que dão abrigo em momentos como esse, atingem níveis recordes. O título do Tesouro americano de 10 anos paga menos que 0,75% ao ano, enquanto a cotação do ouro já ultrapassa os US$ 1.670.

A pandemia de coronavírus, ou pelo menos o risco dela, põe em xeque a economia mundial e lança uma grande sombra sobre tudo e todos.

De repente, viramos especialistas em medicina epidemiológica. Debruçamo-nos sobre estatísticas. Acompanhamos as notícias. Compartilhamos informação no afã de colocar razão e previsibilidade sobre o que está acontecendo.

Recebi no grupo de WhatsApp dos colegas de turma de GV um site que acompanha a evolução da epidemia de coronavírus em tempo real no mundo. Se estivéssemos num jogo de War, já poderíamos declarar o coronavírus vencedor, tendo conquistado a Ásia, a Europa e “mais 24 territórios”. 

Até agora sabemos de duas coisas sobre o vírus: sua capacidade de contágio é alta, mas sua taxa de mortalidade é relativamente baixa, especialmente entre os mais jovens. Com o aumento do número de casos, essa taxa está sendo revisada para cima, dos 2% iniciais para 3%. E novas revisões podem acontecer, pois o número final só é computado após a conclusão de cada caso.

Por outro lado, já há os que defendem que a taxa de mortalidade real seja bem menor, abaixo de 1%, o que equivaleria à gripe comum ou influenza. Essa tese está sendo defendida por membros do Departamento de Saúde dos Estados Unidos. A explicação faz sentido. Segundo os americanos, os números oficiais não capturam todo o escopo do contágio.

O número real de mortes pelo vírus pode até ser um pouco maior, em parte por erros de diagnóstico. Há poucas dúvidas, porém, de que o número real de contaminados seja significativamente maior que a contagem oficial de casos. Muitas pessoas simplesmente não apresentam sintomas ou os manifestam de maneira mais leve. Assim, nunca são diagnosticadas. Com um denominador maior, a taxa calculada cai.

De qualquer forma, para o que nos interessa aqui, a simples perspectiva de enfrentarmos uma pandemia de escopo global é suficiente para derreter os mercados na antecipação de uma disrupção massiva na cadeia econômica.

Pessoas não entendem e não se comovem com estatísticas. Por mais que racionalizemos o problema, são as histórias reais que realmente nos tocam.

Duas semana atrás, acompanhávamos uma doença exótica, causada por morcegos, numa província da China central.

Tudo muito longe, distante. Quase virtual.

Depois observamos o impacto na Itália e sentimos a aproximação da ameaça. 

Escolas da Itália, Japão e Hong Kong já estão fechadas. França, Alemanha e Reino Unido provavelmente farão o mesmo nos próximos dias.

Agora temos casos reais aqui em São Paulo. Um funcionário da XP, um avô de alunos da escola frequentada pelo filho do nosso sócio Roberto Altenhofen, uma estudante da escola que frequentei e onde filhos de amigos estudam, o Colégio Bandeirantes. Tudo muito próximo, tangível. Impossível de ignorar.

Em breve, pessoas pelo mundo todo serão testemunhas de casos próximos. Junte-se a isso um noticiário nervoso e o pânico está instalado.

Voltando aos investimentos, infelizmente teremos que conviver com um mercado desafiador para as próximas semanas.

A dinâmica do contágio garante um pipline de notícias ruins. Teremos mais casos diagnosticados em mais países e, consequentemente, mais mortes. Improvável que o mercado tenha melhoras consistentes neste ambiente.

Curiosamente, já há sinais claros de inflexão lá na origem do contágio. A China já está atrás do Irã, Coreia do Sul e Itália na contagem diária de novos casos registrados, e a cada dia o número de novos diagnosticados diminui.

Desde o começo da correção, a Bolsa brasileira perdeu mais de um quarto do seu valor em dólares. 

Para quem tem estômago, começam a surgir oportunidades interessantes. 

Do nosso lado, estamos atentos a todo o desenrolar da crise e vamos te ajudar a atravessá-la da melhor maneira possível.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Boa leitura e um abraço.
Caio

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