Jogando dados

Mais uma semana de confinamento. A boa notícia é que temos uma semana a menos no pesadelo da pandemia global.

Mais uma semana de confinamento.

A boa notícia é que temos uma semana a menos no pesadelo da pandemia global.

A má notícia é que seguimos sem visibilidade sobre como e quando vamos sair desta agonia.

O que deveria ser tratado com análises objetivas foi tomado por narrativas.

É assustadora a agilidade dos políticos em se aproveitar da nossa vulnerabilidade para abocanhar um naco ainda maior da riqueza que produzimos.

A desfiguração do Plano Mansueto, dando virtual carta branca para Estados e municípios gastarem de forma livre, leve e solta, é o exemplo mais recente e lamentável.

Sobre a epidemia em si, vagamos desesperançados no vale da desinformação.

Até a minha Valentina, com seus 6 aninhos, sabe que o vírus tem dificuldade para se propagar à distância. Portanto, quanto mais distanciamento, menor o avanço da epidemia.

Isso claramente não basta. Precisamos de mais. Mais dados, mais orientações, mais providências, mais estratégia, mais inteligência.

Nesta semana, assisti aos pronunciamentos de dois líderes internacionais apresentando seus planos para a continuidade do enfrentamento da crise do coronavírus.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o governador de Nova York, Andrew Cuomo, embasaram o anúncio de suas medidas de contenção e de reabertura com dados.

Taxas diárias de hospitalização, percentual de ocupação de leitos de UTI, relação de altas contra fatalidades. A tabulação e a projeção desses indicadores apoiavam e davam lógica às ações implementadas.

Os critérios objetivos apresentados lá fora amenizam o grau de incerteza da sociedade e desarmam manipulações ideológicas de lado a lado.

Apesar do que você lê por aí, e sempre considerando exceções e casos anedóticos, há um gigantesco pacto social em vigor hoje no país. Ruas mais desertas do que em final de Copa do Mundo mostram o cuidado com que enfrentamos o problema.

O custo de ficar em casa é brutal em todos os aspectos. Ainda estou aguardando o pronunciamento de alguma autoridade reconhecendo o sacrifício empenhando por cada um de nós, especialmente os mais vulneráveis e mais necessitados.

Como contrapartida, esperamos ações à altura do cargo que ocupam.

Além das iniciativas de contenção à epidemia como aumentos da capacidade hospitalar, ampliação dos testes, distribuição de equipamentos de segurança a profissionais da saúde, faz-se fundamental um plano crível para a reabertura baseada em metas e marcos que possamos todos acompanhar.

Em março, quando o vírus chegou aqui com força, importamos também o conceito de achatamento da curva. Fomos convocados a nos trancar em casa para atrasar a velocidade do contágio, evitando o colapso do sistema de saúde.

Pois bem, fruto do nosso afastamento social, é inegável que houve algum grau de achatamento da curva. Não somos informados, porém, sobre qual a intensidade da melhora contra o modelo básico, tampouco nos atualizam de quando e se o sistema entrará em colapso.

E não me venham com nível de ocupação em hospitais específicos. Precisamos de dados consolidados e atualizados de forma a dar um retorno objetivo à sociedade, da qual estamos pedindo para cortar fundo na carne.

Não há gerenciamento sem medição.

A missão de orientar os investimentos de nossos assinantes, que temos aqui na Empiricus, já por si só desafiadora, toma níveis inéditos de complexidade diante da incerteza do cenário.

Nossos analistas e especialistas estão empenhados em decifrar cada desdobramento da crise e como isso afeta os ativos que recomendamos. Certamente não somos exceção. Todos nós estamos de alguma forma empenhados em sair desta crise em situação igual ou até melhor do que entramos.

Clamo para que nossos líderes foquem no que é realmente necessário.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Boa leitura e um abraço.
Caio

P.S.: Para Warren Buffett, empresas sólidas fazem a diferença na sua carteira. Os especialistas em investimentos da Inversa vasculharam centenas de ações da Bolsa desde o estouro da bomba do Coronavírus. Eles descobriram boas ações pagadoras de dividendos que se mostraram à prova de crises no passado e que, neste momento, podem ser a melhor opção para a carteira do investidor em Bolsa. CLIQUE AQUI para saber quais são.

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