Nada bate o CDI

Rentismo (substantivo masculino): modo de vida de quem vive exclusivamente de rendas, de rendimentos, de uma quantia proveniente de aluguéis, investimentos, recebimentos, etc.
Rentismo (substantivo masculino): modo de vida de quem vive exclusivamente de rendas, de rendimentos, de uma quantia proveniente de aluguéis, investimentos, recebimentos, etc.

Essa definição dominou o mercado financeiro por décadas. No Brasil, país campeão mundial dos juros, realmente era difícil competir com o retorno sem riscos que a aplicação mais líquida oferecia.

A teoria financeira nos ensina que a taxa livre de risco, no Brasil representada pela Selic (e seu equivalente, o CDI), é a base da qual se precifica o retorno de todos os ativos de risco.

Em outras palavras, os retornos esperados quando investimos em ações, imóveis ou qualquer negócio ligado à economia real devem necessariamente superar os oferecidos nas aplicações de curtíssimo prazo lastreadas em títulos públicos.

Porém, num país que já teve a taxa Selic pagando retornos de 10%, 15%, 27% e até 40% (!!!), o desafio de gerar beta (retorno acima da taxa livre de risco) era extraordinário.

Portanto, do ponto de vista estritamente racional, se “nada bate o CDI” deveríamos ter todo o nosso dinheiro em aplicações ligadas ao CDI. Para que ter dor de cabeça e esforço para entender outras modalidades de investimento se, no fim do dia, estaríamos simplesmente optando pela pior relação entre risco e retorno?

Esse Brasil dos juros altos e da renda fácil está morrendo.

Não estou dizendo que não será mais possível ter renda com nossos investimentos.

Aqui na Empiricus, temos um apreço especial por estratégias que geram renda. Entendemos que o mercado de capitais oferece oportunidades incríveis de fazer o dinheiro trabalhar e gerar renda adicional para as nossas remunerações tradicionais.

A moleza do jurão gordo, sem risco, essa, sim, acabou.

O nosso Matheus Spiess, braço direito do Felipe Miranda, preparou um estudo completo sobre o impacto da queda da taxa de juros na nossa vida financeira, presente e futura.

Ainda surpreende a falta de informação das pessoas para o que está acontecendo.

A inércia do comportamento do investidor individual brasileiro, devidamente corroborada pelos grandes bancos, mantém adormecida a enorme massa de pessoas que não dão a devida importância ao fenômeno que está ocorrendo.

Esta semana foi pródiga em cortes na previsão para o nível da taxa Selic ao fim deste ano e do próximo.

A mais ousada foi a Itaú Asset Management, que fixou em 3,75% sua estimativa para a Selic ao fim de 2020. Para completar, o próprio economista-chefe da gestora de fundos do Itaú declarou: “Poderemos ter juro real negativo no Brasil”.

Isso quer dizer que muito em breve vamos pagar aos bancos para “cuidar” do nosso dinheiro, recebendo menos do que entregamos no início.

Desse modo, recomendo fortemente que você não só assista ao vídeo do Matheus sobre o fim do rentismo, como também compartilhe com seus amigos e familiares.

Deixo você agora com os outros destaques da semana.

Um abraço e boa leitura,
Caio

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