Quem paga pelo seu almoço?

É inegável que o ano de 2019 marcou a mudança de comportamento dos brasileiros que investem.

É inegável que o ano de 2019 marcou a mudança de comportamento dos brasileiros que investem.

Segundo a própria B3, terminamos o ano com 1,83 milhão de CPFs com contas ativas na Bolsa, um aumento de 125% em relação ao número de fins de 2018.

Em outra palavras, mais pessoas entraram na B3 em 2019 do que todo o estoque existente de investidores no ano anterior.

É possível que algumas dessas pessoas não fossem novos investidores. Algumas delas simplesmente reativaram contas existentes no passado que haviam sido deixadas dormentes por qualquer razão.

O mais provável, contudo, é que a explosão de novas contas tenha sido produzida por novos investidores de verdade, uma massa que pela primeira vez em sua vida cansou-se dos investimentos tradicionais, na sua maioria produtos bancários de baixa qualidade, e resolveu se jogar na piscina do mercado de capitais.

Quando fundamos a Empiricus, há mais de dez anos, a Bolsa tinha uma visão de trazer 5 milhões de pessoas físicas para dentro de casa. Como em qualquer plano de cima para baixo, que busca numa canetada mudar comportamentos, nada aconteceu. E, de troco, levaram um embaraço público do garoto-propaganda Pelé quando ele disse, no evento de lançamento da campanha, que não colocava dinheiro em ações “por ser muito arriscado”.

Mas o que leva 1 milhão de pessoas a mudar sua relação com o dinheiro?

A queda da taxa de juros a níveis inéditos sem dúvida vem tendo um papel chave neste mudança de comportamento. Junta-se a isso a oferta de plataformas de investimentos (liderada pela XP), o crescimento de publicadoras financeiras e casas de análise (Empiricus e seguidores), o desenvolvimento de fintechs especializadas e um profusão de influenciadores digitais que falam de investimentos 24 horas por dia.

De uma lado, fico entusiasmado com essa transformação. Um mercado de capitais mais popular contribui para o desenvolvimento do país, e a riqueza gerada é repassada aos investidores. No momento atual, em que o populismo de esquerda martela a questão da desigualdade, a democratização dos investimentos distribui riqueza a todos que participam, independentemente de gênero, etnia e orientação sexual.

Voltando à migração nos investimentos, as pessoas estão retirando seu patrimônio dos grandes bancos, deixando para trás seus produtos caros e ruins. Ainda há, por exemplo, muito fundo DI sendo vendido na rede bancária com taxas de administração que reduzem o retorno do investidor a níveis ainda mais baixos do que a poupança.

Sai um problema, mas restam outros. Troca-se o gerente pelo assessor de investimentos e, apesar de um discurso melhor e uma oferta mais ampla, não escapamos dos conflitos de interesses inerentes à relação. Explico. Continua-se a receber orientação de um vendedor cujo objetivo é o de gerar a maior rentabilidade para si e para a instituição a quem está ligado.

Assim como o “almoço grátis” de Milton Friedman, não existe “assessoria financeira gratuita”. Alguém está pagando por aquele escritório bacana, pelo Nespresso quentinho e pelas camisas de alfaiate com monograma no bolso. E esse alguém é você.

Para ilustrar o conflito de interesses nos investimentos, tente imaginar um mundo onde os médicos atendem seus pacientes gratuitamente e são remunerados pelas empresas farmacêuticas conforme vão receitando os tratamentos. Podem ser éticos e competentes, mas têm contas a pagar...

E o conflito não para por aí. O youtuber descolado também não trabalha de graça. Monetiza sua audiência empurrando novos clientes para as corretoras patrocinadoras. Afinal, quem paga manda. E o barato sai caro.

Empiricus atua desde 2009 dentro de um modelo transparente.

Aqui, nossos assinantes nos pagam para receber recomendações de investimentos que, uma vez implementadas, deem resultado e os façam ganhar dinheiro. Enquanto estiverem satisfeitos, seguirão conosco.

Assim os interesses permanecem alinhados, numa saudável relação de ganha-ganha. Nossos 360 mil assinantes são nosso atestado de qualidade.

Nesta semana, o Felipe Miranda, meu sócio desde a fundação da Empiricus, anunciou um ambicioso projeto para te ajudar a conquistar os seus mais íntimos anseios financeiros.

Fica aqui o meu convite para que conheça mais.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Um abraço e boa leitura.

Caio

P.S.: Hoje eu tenho um alerta para você que se interessa pelo mercado de criptomoedas. Um evento histórico, conhecido como Halving, está prestes a acontecer e pode gerar uma alta violenta nesse mercado. Sugiro fortemente que veja o vídeo em que a especialista em tecnologia e investimentos digitais Helena Margarido explica o evento e mostra é possível conseguir retornos extraordinários com esse acontecimento. Entre agora neste link para assistir ao vídeo da Helena.

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