Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte

Viagens ao exterior sempre nos dão uma melhor perspectiva do país em que vivemos. Foi daqui dos Estados Unidos, aonde vim a convite da Google para participar de sua conferência anual Zeitgeist, em Phoenix, no Arizona, que observei os agitos de Brasília.

Viagens ao exterior sempre nos dão uma melhor perspectiva do país em que vivemos.

Foi daqui dos Estados Unidos, aonde vim a convite da Google para participar de sua conferência anual Zeitgeist, em Phoenix, no Arizona, que observei os agitos de Brasília.

De uma lado, finalmente foi aprovada a Nova Previdência. Fundamental iniciativa do governo Bolsonaro conduzida por Paulo Guedes e Rogério Marinho.

Apoiamos desde a primeira hora a reforma, tanto no nosso editorial como em nossa atuação nas redes sociais. A aprovação não teve impacto direto no mercado pois já estava precificada desde sua tramitação na Câmara. Assim mesmo, o alívio de tirar da frente a matéria dá impulso renovado à boa onda que impulsiona os mercados.

Por outro lado, o nosso Supremo Tribunal Federal iniciou nesta semana seu movimento para retirar a prisão em segunda instância, abrindo caminho para tirar Lula da cadeia um pouco mais à frente.

O voto da ministra Rosa Weber parece ter sido decisivo em favor do tal do garantismo no STF. Ao que tudo indica, não teremos mais a prisão após a condenação em segunda instância no país, salvo uma inesperada mudança de posição dos ministros que ainda não votaram.

Os próximos dias, todavia, devem produzir enorme pressão sobre a Corte, até a retomada da sessão, em novembro. O velho Brasil é tinhoso e não se dá por vencido. Por outro lado, não podemos subestimar o poder de mobilização das redes sociais. Creio que o seu WhatsApp, assim como o meu, seja uma boa indicação do clima de indignação que se espalha pelo país.

O espectro de um Lula livre e com direitos políticos reabilitados assusta. A esquerda está moribunda, mas o populismo de esquerda é um zumbi que não morre nem com tiro de escopeta na cabeça. Infelizmente, não é possível descartar de todo as chances eleitorais de um Lula livre.

A ameaça da esquerda não é um privilégio nosso, haja vista o pandemônio que estamos observando no Chile, disparado a economia mais desenvolvida da América Latina.

E mesmo aqui nos Estados Unidos não há imunidade contra a praga esquerdista. Em vez de se aproximar do centro, o Partido Democrata parece ter escolhido a radicalização à esquerda como a melhor resposta a Trump.

Sob o pretexto de combater a desigualdade, a favorita do flanco democrata para o pleito eleitoral de 2020, Elizabeth Warren, vem abertamente defendendo a taxação de fortunas. Aconselhada pelo economista francês Thomas Piketty, Warren propõe uma alíquota de até 3% sobre o patrimônio dos milionários americanos.

Warren e Piketty obviamente ignoram que medidas como essa já fracassaram onde foram implementadas. Dos 12 países europeus que implementaram tributação de fortunas nos anos 1990, apenas 3 ainda insistem nesse modelo. A premissa de que o Estado pode alocar recursos de forma mais eficiente que o setor privado não para em pé e tem como consequência a perda de competitividade de economia. Além disso, cria-se um baita incentivo para o êxodo dos ricos, que carregam seus recursos consigo.

Como disse certa vez Margaret Thatcher, em um debate com um representante do Partido Trabalhista: “O que o nobre cavaleiro está dizendo é que preferiria que os pobres estivessem mais pobres, desde que os ricos estivessem menos ricos”.

Discursos de combate à desigualdade buscam disfarçar um profundo sentimento de inveja e ressentimento. Para que percorrer o caminho longo do desenvolvimento de uma sociedade através da educação e, consequentemente, do aumento da produtividade e da renda, se podemos simplesmente arrancar dos ricos para dar aos pobres? E, de quebra, a “bem-intencionada” turma progressista ainda pode decidir a forma de distribuir o butim.

E quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte, não é?

Nos próximos meses, acompanharemos os esforços para reformar a estrutura tributária no país.

Fique preparado, pois tem uma turma se movimentando para resolver a desigualdade no Brasil às custas do seu bolso.

Deixo você agora com os destaques da semana.

P.S.: Nesta semana, uma novidade agitou o mercado. Você viu isso? O analista eleito duas vezes como o melhor do Brasil deu acesso, pela primeira vez, ao seu método de investimento. Ele nunca tinha divulgado essa estratégia que pode dar 300% de retorno, em 1 ano, investindo em apenas 1 ação a cada 15 dias. Eu nunca vi nada parecido. As vagas para participar se esgotaram rapidamente, mas eu fiz questão de pedir para reservar 5 lugares para os leitores aqui da newsletter. Garanta a sua vaga aqui [antes que acabe de novo].

Um abraço e boa leitura,
Caio

Inscreva-se em nossa newsletter