Regressa ao temporal

Estamos todos confinados.

Estamos todos confinados.

Quase todos, quero dizer.

Felizmente há os bravos envolvidos em atividades essenciais, sem os quais a vida seria insuportável.

Os mercados seguem abastecidos. Os postos de combustível, abertos. As ruas, policiadas.

Os porteiros ainda controlam a entrada em nossos condomínios.

E os profissionais da saúde continuam se arriscando ao tratar dos doentes que não param de bater às portas dos hospitais.

Em um primeiro momento, até os bandidos parecem estar respeitando a quarentena, como mostra a recente queda no número de roubos e furtos.

Não sabemos, porém, até quando essa paz vai durar. Muitos apostam em convulsão social com explosão de saques e arrastões promovidos por multidões desesperadas.

Enquanto contamos os dias da nossa prisão domiciliar, acompanhamos o debate sobre a extensão do lockdown.

Como virou regra em qualquer tema de relevância na atualidade, a polarização do debate empobrece a discussão.

Entre um lockdown total e por tempo indefinido e a reabertura do país deveria haver um caminho ótimo.

O crescente número de casos e óbitos, no Brasil e no mundo, reforça a necessidade de mantermos o isolamento pelo tempo que for necessário.

Pela própria dinâmica da propagação da epidemia, já podemos contar que nas próximas semanas nosso ânimo se prostrará sob o peso de imagens e estatísticas aterrorizantes.

A maior parte da opinião pública, chocada e amedrontada, seguirá pressionando os governantes pela manutenção da quarentena.

Aos poucos, porém, já começamos a sentir a brutalidade da paralisação na vida econômica de muitos.

A pessoa que precisa sair de casa para trabalhar deixa de pagar o aluguel.

O proprietário, antes de providenciar o despejo, suspende aquela manutenção necessária à boa utilização do imóvel.

O empreiteiro, agora sem serviço, não tem por que comprar materiais, e, assim, sua loja de preferência vê a carteira de pedidos diminuir.

Por sua vez, a loja se vê forçada a dispensar alguns funcionários, que também deixarão de honrar o pagamento dos próprios aluguéis.

E assim a economia como um todo cai aos pedaços.

Não haverá página na internet para acompanharmos o número de vítimas da ruína financeira de muitos.

Não veremos gráficos lineares ou logarítmicos demonstrando o crescimento do sofrimento humano.

Assim mesmo, uma crescente fatia da sociedade, independentemente do carnavalesco debate político, fará contrapartida ao isolamento, exigindo sua inevitável distensão.

Como especialistas em investimento que somos, e diante de tamanha incerteza quanto aos rumos da economia, não resta outro caminho à Empiricus senão pregar a prudência neste momento.

É bem verdade que não contávamos com essa crise, muito menos antevíamos sua dimensão inédita, em nosso cenário para 2020. Mas tal miopia era compartilhada por praticamente todo o mercado, tendo em vista os preços em que os ativos negociavam até a primeira metade de fevereiro.

Diante do derretimento, corrigimos rapidamente o curso e adotamos uma posição defensiva. Ao vislumbrarmos o abismo, não víamos outra opção a não ser recomendar proteção ao patrimônio dos nossos assinantes.

Enquanto ficávamos defensivos, começamos a notar que estávamos isolados.

Desde quando o Ibovespa furou os 90 mil pontos, na segunda semana de março, temos observado casas de análise, analistas de bancos e, principalmente, youtubers convocando o público para aproveitar os preços de liquidação na Bolsa.

Vários dias antes do falecimento da primeira vítima do novo coronavírus, ocorrida no dia 17 de março, uma profusão de especialistas empolgados já conseguia “antever” que os preços das ações estavam atrativos.

Aqui na Empiricus, apesar de reconhecermos que começam a surgir algumas boas oportunidades para adquirir empresas de qualidade a preços convidativos, seguimos preocupados com a gravidade do cenário econômico.

Não nos resta outro caminho senão redobrar a cautela para enfrentar uma crise que parece longe de sua resolução.

Quando o assunto é o patrimônio dos assinantes, nossa agressividade se restringe somente ao marketing.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Boa leitura e um abraço.

Caio

P.S.: Os especialistas em investimentos da Inversa sugerem 2 ações boas pagadoras de dividendos que se mostraram à prova de crises no passado e que, neste momento, podem ser a melhor opção para a carteira do investidor em Bolsa. São empresas sólidas, com operações beneficiadas pelo cenário de crise. "Essas companhias podem ser como um escudo para seus investimentos", dizem. Você pode ver quais são as ações seguindo para este link exclusivo aqui: CLIQUE AQUI para saber quais são.

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