Riscos e oportunidades - 2020

Após dois meses convivendo com a pandemia no Brasil, a sensação é de que avançamos pouco.

Após dois meses convivendo com a pandemia no Brasil, a sensação é de que avançamos pouco.

Estou seguro de que não sou o único que sonha em retomar a antiga rotina que nos foi roubada pelo isolamento.

Segue a inacreditável bagunça em Brasília, com o cargo de ministro da Saúde vago há uma semana.

Arrepio-me toda vez que atualizo o comentário político.

Representantes dos três Poderes batem cabeça. No meio de tantas dúvidas, resta só a certeza sobre quem pagará essa conta.

Em São Paulo, as coisas não estão muito diferentes.

Depois de medidas desastradas como o bloqueio de avenidas e o rodízio ampliado de veículos, anteciparam feriados em cima da hora, pegando empresas e trabalhadores de surpresa.

Semanas atrás, questionei sobre a falta de dados organizados e um plano crível para lidar com o problema da pandemia.

Quem acompanha o noticiário internacional pode verificar o abismo na comunicação das autoridades de lá versus as daqui.

Em troca do sacrifício da sociedade, o poder público não só deveria comprometer-se a tomar as medidas cabíveis para evitar o colapso do sistema de saúde, mas também manter-nos informados sobre sua evolução.

Ficar torcendo para que a taxa de isolamento se mantenha alta não faz sentido algum. Além do mais, existe uma tendência natural para o relaxamento.

Não sabemos quando sairemos desta quarentena, mas, sem dúvida, o país sairá enfraquecido e com sua economia fragilizada.

Há uma boa notícia, porém.

Enquanto observamos o setor público dando passos largos rumo ao desastre, impressiona-me a resiliência e a combatividade das empresas brasileiras.

Talvez por conta do nosso histórico de instabilidade econômica e insegurança jurídica, a iniciativa privada mostra que não será desta vez que entregará os pontos, muito pelo contrário.

Usando criatividade e uma enorme capacidade de adaptação, nossas empresas estão fazendo limonada nesta tempestade de limões.

Infelizmente, muitos estão ficando pelo caminho. Setores inteiros estão em xeque, subjugados pela violenta mudança de comportamento em resposta à pandemia.

Muitos, contudo, sobreviverão. Como resultado, teremos empresas mais fortes e mais bem adaptadas ao novo cenário competitivo.

Note o que se passa na Bolsa de Valores.

A performance do mercado acionário, como derivada das empresas listadas na B3, reflete a aversão ao risco dos investidores. Como resultado, houve uma importante correção nos preços a fim de refletir a rápida deterioração financeira das empresas.

A queda nas cotações foi rápida e violenta. Com uma contração prevista para o PIB brasileiro de inéditos 7%, tal movimento é mais do que justificado.

Neste momento, as ações das empresas que se sairão mais fortalecidas estão sendo negociadas a preços mais do que convidativos.

O desafio está justamente em identificar esses vencedores. Desvalorização acentuada não necessariamente abre um boa oportunidade de compra.

Os mais experientes alertam para o perigo de tentar segurar um faca caindo. O estrago pode ser grande.

É aqui que entra o nosso especialista em ações e microcaps Max Bohm.

Desde março, Max vem acompanhando de perto o desempenho das empresas listadas em Bolsa, separando as campeãs, aquelas que demonstram aspectos de antifragilidade diante da crise.

Em seus cinco anos de casa, Max tem produzido um notável track record de acertos para os assinantes da Empiricus.

Por sua enorme competência, tornou-se sócio de nossa empresa há dois anos.

Eu mesmo investi em sua carteira de Microcaps em 2016, com ganhos notáveis.

Agora, Max preparou um estudo convincente de como se posicionar em ações na conjuntura atual.

Uma estratégia adequada aos tempos de hoje, que ainda inspiram enorme cuidado.

Imperdível para aqueles que se interessam por ações brasileiras neste momento.

Veja aqui como acompanhar

Deixo você agora com os destaques da semana.

Um abraço e boa leitura.
Caio

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