Sobre youtubers e reservas de emergência

Aeroporto de Guarulhos, sexta-feira de Carnaval.

Aeroporto de Guarulhos, sexta-feira de Carnaval.

Antecipando um trânsito que se mostrou menor que o esperado, chegamos cedo ao terminal.

Depois de um check-in relativamente rápido, resolvemos dar uma paradinha numa livraria e nos abastecer com leituras de bordo.

As crianças trazem seus escolhidos e agregam aos livros guloseimas oferecidas no caixa.

Procuro alguma novidade, mas nada me motiva.

Então avisto a silhueta negra de cisne contra um fundo branco. No topo, em vermelho, o nome do autor, Nassim Nicholas Taleb.

Juntei “A Lógica do Cisne Negro” às escolhas da família e o coloquei na minha mochila.

Carnaval no sul da Bahia não poderia ser em melhor companhia.


Meu companheiro de viagem

Li a versão em inglês há dez anos, logo que fundamos a Empiricus.

O Felipe e o Rodolfo insistiam em batizar nossa empresa em homenagem a Sextus Empiricus, o pensador grego várias vezes citado no livro por Taleb.

A quem ainda não o leu (e será que ainda existe algum assinante da Empiricus que ainda não conhece Taleb?), pare tudo que está fazendo e compre toda a coleção Incerto, que se inicia com “Iludidos pelo Acaso” e termina com o clássico “Arriscando a Própria Pele”.

Enquanto relia o Cisne Negro e o Brasil caia nos braços de Momo, o mundo finalmente se dava conta do perigo claro e real da epidemia do coronavírus.

Os novos casos na Itália foram especialmente preocupantes. No domingo à noite, os mercado futuros já apontavam para o que seria o banho de sangue nos mercados acionários globais nesta semana.

Taleb define o Cisne Negro como sendo um evento imprevisível, mas de alto impacto.

Todos nós que temos ativos de risco em nossas carteiras sentimos o impacto desse Cisne Negro ao longo da semana.

Dada a opacidade do futuro, apenas podemos especular sobre a real abrangência da epidemia atual.

Tentamos compreender o que está acontecendo com pedaços de informação que se espalham e se juntam em nossas cabeças sedentas por controle.

O que sabemos até agora é que se trata de um vírus com grande poder de contaminação, mas com mortalidade reduzida. Os mais velhos são particularmente suscetíveis, o que enviesa a estatística. Apenas dois em cada mil jovens contaminados perecem, aí incluídos portadores de doenças pré-existentes, mais vulneráveis ao coronavírus.

Sob pena de ser chato e redundante, não há como deixar de enfatizar, em crises como esta, a importância de ter proteções e seguros em nossos portfólios.

Ainda mais em um país “educado” por youtubers financeiros.

Aqueles mesmos que recomendam colocar reservas de emergência em títulos de dívida privada ou em fundos imobiliários.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Um abraço e boa leitura.

Caio

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