Uma década depois

Começamos a semana de forma muito especial com o evento de comemoração dos 10 anos da Empiricus. Mais abaixo tratarei disso, mas antes vou arrematar a newsletter da semana passada.

Começamos a semana de forma muito especial com o evento de comemoração dos 10 anos da Empiricus.

Mais abaixo tratarei disso, mas antes vou arrematar a newsletter da semana passada.

Apesar de já esperar certa controvérsia no feedback, confesso ter ficado desapontado com a avaliação que recebi dos leitores (foi a mais baixa desde o meu texto “Apoiamos a reforma da Previdência”, publicado em fevereiro deste ano).

E o desapontamento é comigo mesmo, pois certamente me faltou clareza ao tratar do tema da desigualdade.

Curiosamente, foi no próprio evento de aniversário da Empiricus que recebi uma inesperada ajuda na abordagem dessa questão.

Contardo Calligaris, psicanalista italiano radicado no Brasil, trouxe na sua palestra uma perspectiva inusitada, depois explorada com mais detalhes em sua coluna desta semana na Folha.

 Contardo confrontou as duas vertentes do debate sobre o que seria mais relevante, combate à pobreza ou combate à desigualdade, e votou na primeira.

Para entender melhor a indignação de muitos com a desigualdade, o psicanalista resgatou o conceito nietzschiano do “ressentimento”. Assim haveria um impulso de revanche contra os que têm muito e que deveriam deixar de ter. E é justamente essa busca por revanche que vem embalando movimentos “ressentidos”. Desde a Revolução Bolchevique até a campanha da pré-candidata democrata Elizabeth Warren com suas “billionaire tears”.

Em uma sociedade de indivíduos, nada mais natural do que conviver com as diferenças.

Em sua palestra, Contardo usou Jeff Bezos de exemplo. Devemos admirá-lo por ter montado a Amazon e sua tremenda máquina de distribuição ou temos que nos ressentir por ele ter acumulado uma fortuna colossal?

Estou com o Contardo e considero Bezos e sua Amazon o máximo. E não tenho dúvidas de que tentativas de igualar a todos na marra invariavelmente terminam mal.

 As sociedades deveriam focar na igualdade de oportunidades para as novas gerações e tratar da pobreza extrema das atuais. Mas aí o discurso ressentido perde a força e a graça.

Voltando agora ao evento em si, dispenso a modéstia e comemoro os dez anos de uma trajetória que vem transformando a maneira com que o brasileiro trata seus investimentos.

A proposta que tínhamos lá atrás, no longínquo 2009, de trazer ideias de investimentos para a pessoa física dentro de um modelo independente, está mais viva do que nunca.

Foram longos e intensos dez anos. Avançamos e recuamos. Ficamos muito perto de quebrar. Sócios saíram, outros entraram.

Aos poucos, porém, o que era uma mera aventura foi tomando corpo.  

Criamos uma maneira nova de tratar do assunto investimentos, estabelecendo uma relação direta com você, leitor e assinante.

Fomos processados pela então presidente da República. Colocamos o dedo na ferida aberta das taxas abusivas dos produtos de investimentos bancários.

Falamos que o Brasil acabaria e depois “viramos a mão”, indicando investimento em Bolsa quando todos fugiam da renda variável.

Desnudamos os conflitos de interesse da indústria de investimentos.

Tiramos as pessoas da custosa zona de conforto, motivando poupadores a se tornarem investidores de verdade.

Montamos uma formidável máquina de marketing digital que traz diariamente centenas de novos assinantes.

E o mais importante, arregimentamos a maior e melhor equipe de especialistas em investimentos do Brasil, totalmente dedicada a investigar e trazer as melhores oportunidades de investimentos para a pessoa física.

Para os que não estiveram conosco na segunda-feira, aqui estão os vídeos dos participantes e convidados do evento Empiricus 10 Anos.

Deixo você agora com os destaques da semana,

Um abraço e boa leitura.
Caio

Inscreva-se em nossa newsletter