Você está dormindo bem?

A verdadeira marca de um adulto pleno é a ansiedade.

A verdadeira marca de um adulto pleno é a ansiedade.

Não tem jeito. No momento em que assumimos a responsabilidade pelo nosso destino, nunca mais o nosso sono será o mesmo.

A minha derradeira newsletter do ano passado tratava justamente do drama da maturidade.

Adultos são livres para escolher.

O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard conectou a ansiedade com a liberdade de escolha. Chamou de “vertigem da liberdade” a sensação do indivíduo que, ao se debruçar sobre o precipício, agoniza entre a escolha individual de saltar ou se poupar.

Inevitavelmente, em algum momento de nossa vida, nos é incumbida a missão de escrevermos nosso roteiro pessoal. E, daí em diante, nunca mais teremos paz.

E quando vêm os filhos então? É uma sucessão de tiro, porrada e bomba.

Boletos para pagar. Guias de impostos para recolher. Convênio médico. Mensalidades da escola dos filhos. Dívidas a saldar...

E dá-lhe noites maldormidas, tentando equacionar problemas, equilibrar o orçamento doméstico e garantir mais conforto e segurança para aqueles que amamos.

Alguns enfrentam dificuldades para pegar no sono. Outros, como eu, acordam cedo demais, antes de completar os devidos ciclos do repouso.

Estamos sempre planejando e vendo nossos planos serem frustrados.

Quando achamos que temos a situação sob controle, vem o inesperado, o cisne negro de Nassim Taleb, e nos tira o chão. Que caminho nos resta a não ser levantar e seguir combatendo o bom combate?

Recentemente, numa dessas madrugadas de vigília, e na vã busca de iluminação para minhas angústias, resolvi entrar no site do Fórum Econômico Mundial, que aconteceu nesta semana em Davos, na Suíça.

Com minha cognição alterada dada a embriaguez sonâmbula, fui procurar, entre os palestrantes e temas elencados pela elite mundial, alguma orientação.

Decerto minhas aflições sobre o futuro são comuns aos adultos do ano 2020, e nada mais razoável do que serem abordadas por quem pensa o futuro da humanidade.

Prosperidade (ou ruína) econômica, acesso à saúde e educação de qualidade, segurança, todos esses são temas que povoam a nossa mente e nos angustiam.

Certamente, os líderes mundiais são sensíveis às nossas preocupações e, sem dúvida, endereçariam tais questões no encontro suíço.

Mas não.

Os temas que vi eram grandiosos e traduzem a visão desse mundo ideal, concebido de cima para baixo:

• Futuros Saudáveis
• Como Salvar o Planeta
• Sociedade e o Futuro do Trabalho
• Economias mais Justas
• Melhores Negócios
• Além da Geopolítica
• Tecnologia para o Bem

Reconheço que são questões relevantes, mas não estão exatamente tirando o meu sono, nem o de incontáveis adultos que lutam todos os dias para ter uma vida melhor.

Segundo dados do Banco Mundial, cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo saíram da extrema pobreza nas últimas três décadas, principalmente na Ásia, por conta da onda de desenvolvimento que chegou aos países mais pobres.

Crescimento local, orgânico, de baixo para cima. Feito por pessoas angustiadas em noites maldormidas, preocupadas com o futuro de seus filhos.

Gente que tem buscado, através do trabalho e do estudo, um vida melhor, com mais conforto e menos insegurança. E que tem conseguido.

Capitalismo, livre-iniciativa, mercado, competição.

É o esforço de cada um, procurando propósito e afirmação na vida, que constrói um futuro melhor.

Aqui na Empiricus sempre tivemos a missão de trazer as melhores ideias de investimento a você.

E, como missão derivada, contribuir para a qualidade do sono dos nossos leitores.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Um abraço e boa leitura.

Caio

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