A Vida Invisível das Ações

Onde está o EDGE da análise de ações? Em qual pedaço da análise de ações distinguem-se os gênios, os bons, os normais e os fracos?

Onde está o EDGE da análise de ações?

Em qual pedaço da análise de ações distinguem-se os gênios, os bons, os normais e os fracos?

Por longo tempo de minha juventude (mais longo do que eu gostaria), acreditei que o EDGE se escondia nos meandros da metodologia de análise.

Matheus também achava isso quando tomamos um café, mas agora já percebeu como as coisas funcionam de verdade e mudou de ideia.

Café é bom para acordar.

É normal. Quando somos jovens, envaidecidos pela razão, idolatramos a estética do rigor matemático.

À medida que envelhecemos e nos tornamos mais seguros de nós mesmos, passamos a amar a ficção e a filosofia.

Alguns de maior maturidade amam até mesmo a metafísica.

Enfim, onde está o EDGE? E onde não está?

Definitivamente, não está em ser bom de Excel, nem na capacidade de estimar um fluxo de caixa descontado.

Em busca da excelência investidora, temos que ser short Excel e long Word.

Menos números, mais texto e mais conversa.

Pois há uma enorme oportunidade de arbitragem no mercado, pautada naquilo que os financistas comportamentais chamariam de QUANTIFICATION BIAS.

É como o exemplo do bêbado que procura a chave de casa embaixo do poste de luz, evitando o esforço de procurar no escuro.

Medimos o que é mensurável em nome do conforto, do desejo de controle. Mas não há dinheiro a ser ganho embaixo do poste de luz. 

Além de você, tem um monte de gente no mercado sabendo fazer conta, e as proposições matemáticas são universais, generalizáveis. Um vez demonstrado o Teorema de Pitágoras, podemos todos aplicá-lo milhões de vezes sem precisar deduzir tudo de novo a cada vez.

baita grana está no escuro, no imensurável, na qualificação de um ativo, em tudo aquilo que é dependente de contexto.

Gosto de chamar isso de "a vida invisível das ações".

O visível é útil, sempre será, mas não tem graça.

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