Foco na bola que o jogo é de bull market

Quem estava no aniversário de dez anos da Empiricus gostou de ouvir a dica do André Esteves para os empresários e investidores brasileiros: "foco na bola". Com eu sei que a plateia gostou? Ora, as pessoas riram quando ele disse isso. Normalmente, as pessoas riem quando gostam de alguma coisa.

Quem estava no aniversário de dez anos da Empiricus gostou de ouvir a dica do André Esteves para os empresários e investidores brasileiros: "foco na bola".

Com eu sei que a plateia gostou? Ora, as pessoas riram quando ele disse isso. Normalmente, as pessoas riem quando gostam de alguma coisa.

Esteves passou o recado básico de que hoje é muito fácil se distrair por aqui (e também nos EUA e China).

Se você lê jornais demais, aprecia manchetes demais, acaba concluindo que a economia está em péssima situação, nunca vamos sair do buraco. Bolsa é pra baixo.

Assim como o atacante há nove jogos sem marcar.

Prestando excessiva atenção nas ofensas vindas da arquibancada superior, são dez jogos sem marcar, banco, Série B com a Ponte Preta no ano que vem.

Focando na bola, são três gols de redenção, música no Fantástico, cai nas graças de Jesus.

Quer prova cabal disso? Qual é a torcida que mais nos provoca em campo?

Sob quaisquer critérios objetivos do investidor que foca na bola, essas notícias do Clarín e La Nación são piada, perigosa distração contra o bull market tupiniquim.

No entanto, para o investidor que foca na torcida, já começa a dar medo, tudo fica muito mais confuso.

Afinal, é fato que vivemos instabilidade institucional e política. 

Fato também que o leilão do pré-sal micou (embora tenha sido ótimo para Petrobras). 

E ninguém tem dúvidas sobre o incômodo déficit fiscal brasileiro. Inclusive, acabamos de aprovar uma reforma da previdência justamente por causa disso. 

Não tem risco de fuga de dólar do Brasil, por motivo muito simples. O dólar que sai do Brasil vai fugir para onde? Para a Argentina?

"Ah, vai fugir para a Suíça!".

Bem que eu queria, mas não estamos ainda no ponto de competir com a Suíça.

Veja você que os jornais suíços não estampam manchetes sobre a desvalorização do real.

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