Pausa no otimismo

Olá, olá….

Você que estava esperando ansioso a chegada da segunda-feira para mais um MoneyCall, seja muito bem-vindo!

Como você já deve ter notado pela voz não tão agradável quanto da Ana Westphalen, que tirou suas merecidas férias e parte hoje para terras argentinas….

Quem o acompanhará durante toda essa semana por aqui serei eu, Paula Barra, aqui da Empiricus…

Fiquei com essa enorme responsabilidade nas mãos, espero atender a altura, com contribuições positivas para o seu dia a dia nos mercados.

Apesar da genuína intenção, as Bolsas iniciam a semana em tom de cautela, com movimento de realização depois da forte alta na sexta-feira.

A atenção se volta novamente para a novela entre Estados Unidos e China…. Com indicações de que Pequim quer novas negociações para alinhar detalhes da "fase um" do acordo comercial anunciado por Trump.

Além disso, o tombo das importações da China ajuda a frear o otimismo, com os dados recuando 8,5% em setembro. Futuros de minério de ferro e outros metais cediam no exterior e deve contribuir para um movimento negativo neste início de pregão da nossa mineradora Vale.

Vale menção que, ainda sobre a empresa, temos no radar hoje a divulgação do relatório de produção da mineradora sobre o 3 trimestre. Os números são esperados pelo mercado já que podem dar pistas de quão rapidamente a mineradora vai conseguir recuperar a capacidade, após o acidente de Brumadinho. No ano, as ações da Vale acumulam queda de 4,6%, frente a alta de 18,1% do principal índice de ações da Bolsa, o Ibovespa.

Ainda no giro corporativo, nesta semana, devem sair ainda prévias operacionais, incluindo os números da Petrobras e Pão de Açúcar.

Voltando para a agenda econômica, as referências domésticas voltam a ganhar peso nesta segunda - lembrando que hoje é feriado do Dia de Colombo nos EUA e não há negociações com títulos norte-americanos, embora as Bolsas por lá sigam operando.

Por aqui, os destaques na nossa agenda ficam com o IBC-Br, uma espécie de proxy do PIB, que subiu 0,07% em agosto, ficando abaixo das expectativas do mercado que giravam em torno de um avanço de 0,20%.
Com a economia demorando a mostrar a ritmo em sua caminhada e a inflação insistentemente baixa, vamos pintando um cenário cada vez mais propício para juros mais baixos.

Na semana passada, já vimos um grande fechamento da curva de juros.

No relatório Focus desta segunda-feira, o prognóstico para a Selic foi cortado de 5% para 4,75% em 2020. Após a deflação no IPCA em setembro, a projeção para o índice em 2019 caiu de 3,42% para 3,28%, enquanto a de 2020 cede de 3,78% para 3,73%

Enquanto a economia segue sem vigor, fica no radar notícias de que o governo deve divulgar MP nos próximos dias para estimular a concessão do microcrédito, segundo o Valor. Já o presidente do BC, Roberto Campos Neto, repetiu, em entrevista à Veja, que busca corrigir distorção no uso do cheque especial e que o projeto de autonomia do BC deve ser colocado para votação em breve.

Com isso, vamos chegando ao fim do programa de hoje...

E para encerrar em clima mais alegre, para dar boas-vindas a esta semana que se inicia….